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Estudando na Bolívia

25 de abril de 2016

Quando o ensino médio chega ao fim, a maior parte dos adolescentes se sente perdida e com várias dúvidas como: realmente devo fazer faculdade? É melhor fazer um curso técnico? Seria uma boa opção estudar fora? Esse tipo questionamento é comum entre os jovens.

Após a escolha do curso, o jovem reflete sobre a universidade na qual será possível realizar este sonho. Por vezes, os custos com faculdades particulares são muito altos e se não existe uma faculdade pública próxima, a mudança de cidade, estado ou país é uma opção.

Quem escolhe pela formação longe de casa, tem que arcar com alguns gastos como moradia, alimentação, transporte, material, entre outros, o que normalmente custa muito caro. Principalmente quando se trata de cursos com mensalidades elevadas como os cursos de medicina e odontologia, o que acaba por incentivar a procura por universidades fora do país.

Ultimamente, é muito comum nos depararmos com jovens brasileiros que se formam na Bolívia, como foi o caso de Andreia Becker, moradora de Palmas, Tocantins, que cursou medicina por cinco anos em Santa Cruz de La Sierra na Universidade Udabol e nos contou um pouco de sua experiência: “Em primeiro lugar, corri atrás do meu sonho de ser uma médica e vi no exterior esta possibilidade, com o custo muito mais baixo que no Brasil. Acredito que esse seja o ponto fundamental de estudar no exterior”.

A qualidade do ensino é muito semelhante à qualidade oferecida no Brasil. O tempo de formação é o mesmo. A única diferença é que os estudantes de medicina ao se formarem, devem trabalhar por três meses para o governo da Bolívia e, além disso, para atuar no Brasil como médico, é necessário fazer um exame para validar o seu diploma, chamado Revalida.

Realizar os nossos sonhos exige grandes sacrifícios, como deixar momentaneamente a família e amigos, adaptar-se às novas culturas e na maioria das vezes, aprender outro idioma. Pode não ser fácil, mas tudo que conseguimos através do nosso esforço é gratificante e nos deixa cientes que sempre podemos mais, basta querer.