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Placas Tectônicas e Abalos Sísmicos

21 de dezembro de 2015

Por Efai Rocha e Isabelle Cordova

Apoio Prof.ª Maria Luzia Santos (Bacharel em Geografia)

Os abalos sísmicos ou terremotos ocorrem devido ao choque das placas tectônicas, que são porções da crosta terrestre responsáveis pela formação dos continentes. Um terremoto libera uma quantidade muito grande de energia, podendo ocasionar estragos e muita destruição quando atingem regiões habitadas. As placas tectônicas são porções da crosta terrestre (litosfera) que deslizam sobre uma camada rochosa (astenosfera) em estado de fusão, é um material quente e viscoso, chamado de magma.

As placas tectônicas se movimentam em razão do motor térmico do manto sólido da Terra, ou seja, por conta de um fenômeno chamado de convecção. É ele que possibilita a circulação, movimentação e mergulho das placas tectônicas, que podem realizar diferentes movimentos. São estes movimentos que provocam os sismos ou terremotos. Como explicado anteriormente, o encontro das placas, provoca nos continentes sua movimentação, dando origem aos sismos, terremotos ou abalos sísmicos, que podem ter ou não grande proporção ou magnitude na superfície terrestre. Geralmente, quando os sismos se originam mais próximo a superfície, provocam destruição de toda construção humana, gerando grandes e graves prejuízos e até mesmo provocando a morte de pessoas.Na América Latina, toda a borda lateral do continente pode apresentar atividade sísmica, uma vez que nesta área situa-se o encontro da placa Sul-americana com a Placa de Nazca.

Todavia existem áreas sujeitas a mais intensidade das rupturas e frequência como o Chile, Peru entre outros países. Recentemente, houve tremores que foram sentidos em algumas localidades de Rondônia. No dia 25 de novembro de 2015, um terremoto de aproximadamente 7,4 graus na escala Richter teve sua origem no Peru, na divisa com o Brasil, a uma profundidade de 606 km, e foi sentido até mesmo em Porto Velho – RO, causando medo na população.Um abalo sísmico, também, é uma preocupação para um grande empreendimento como a Usina Hidrelétrica Jirau.

Como prevenção, a UHE Jirau executa o Programa de Monitoramento Sismológico, que tem como objetivo avaliar a existência de atividades sísmicas na região e se detectadas, levantar os seus níveis de intensidade e ainda as origens e magnitudes dos sismos que possam de alguma forma, afetar a estrutura da barragem e/ou populações de áreas circunvizinhas ao empreendimento.“O objetivo principal deste programa é caracterizar e acompanhar, através do monitoramento sismográfico em nível local e regional, a evolução das atividades sísmicas naturais e induzidas, antes, durante e após o enchimento do reservatório da Usina Jirau”, explicou Raclei Lorenzetti, Analista Ambiental da ESBR, responsável pelo programa.De acordo com o Projeto Básico Ambiental (PBA), o monitoramento sismológico iniciou-se um ano antes do enchimento do reservatório, desta maneira, poderá ser feita a comparação das atividades sísmicas registradas. Atualmente, o programa está na fase de monitoramento pós-enchimento do reservatório e conta com equipamentos capazes de detectar atividades sísmicas em diversos locais do mundo devido a sua precisão e grande sensibilidade.