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Profissão Perigo

15 de março de 2013

Por Andressa Rocha | Foto Ilha Sub

Equipe de Mergulhadores

Mergulhadores em atividade

Mergulhador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mergulhadores em execução de atividade

 

 

 

 

 

 

 

 

Você conhece a segunda profissão mais perigosa do mundo? Não?

O que seria mais perigoso do que estar fora do Planeta Terra, como um astronauta? Seria trabalhar em baixo da água? É isso mesmo, a profissão de mergulho comercial está em segundo lugar no ranking das profissões mais perigosas do mundo.

Essa atividade já acontece há vários anos e o primeiro homem a mergulhar com segurança foi o padre italiano Giovanni Alfonso Borelli, em 1679. Depois disso, foram realizados vários estudos para aperfeiçoar a atividade de mergulho, como a criação de vários equipamentos seguros e confortáveis para a diminuição dos riscos de acidentes.

Existem três modalidades de mergulho: o livre, o autônomo e o dependente.

Na maioria dos serviços é utilizado o sistema dependente, onde o mergulhador recebe o ar vindo da superfície através de um equipamento chamado umbilical. Essa fonte de ar é conectada à máscara “full face”, que permite ao mergulhador trabalhar de forma mais segura, mantendo contato com a superfície via rádio.

O sistema dependente é utilizado também no serviço de manutenção e inspeção de usinas hidrelétricas, e como aqui, no estado de Rondônia, existem duas Usinas Hidrelétricas em construção, resolvemos conhecer um pouco mais sobre esta profissão.

Na UHE Jirau, a empresa responsável pela execução deste trabalho é a Ilha Sub – Atividades Subaquáticas, de Ilha Solteira, São Paulo. De acordo com Valdir Dario, Supervisor de Mergulho, a empresa presta serviço por todo o país e atua também na usina Del Gallo, em Cutzamala Del Pizon – Guerrero, no México.

A equipe conta com 5 profissionais de mergulho raso, sendo 1 Supervisor de Mergulho, 1 Técnico Hiperbárico e 3 Mergulhadores. Este trabalho é realizado até 50 metros de profundidade no vertedouro à montante e à jusante da usina e consiste na limpeza dos vãos do vertedouro, retirando matos e troncos, e fazendo reparos nos equipamentos como, por exemplo, solda. Para a realização das atividades no Rio Madeira é preciso que estejam presentes os bombeiros, segurança do trabalho e um médico de emergência.

Lucas Daniel é Supervisor de Mergulho há 09 anos na empresa e nos disse que trabalhar no Rio Madeira não é nada fácil, e que além de ser um rio perigoso, sua água é turva, ou seja, não dá pra enxergar nada lá embaixo.

“Não é fácil mergulhar, tem que ter amor pelo que faz, pois é muito arriscado. Qualquer erro seria fatal. Mas, por outro lado, é uma coisa incrível. Penso que estou em outro mundo, um mundo que é meu”, declarou Marlon Moraes, mergulhador e técnico de câmera hiperbárica.

Fonte: www.pro-rs.com.br/mergulho-profissional

 

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